Residência George Hime – Arq. Henrique Mindlin

Pavimento Superior.

Pavimento Superior.

A residência George Hime foi projetada em 1948 por Henrique Mindlin, engenheiro-arquiteto formado pela Mackenzie de São Paulo em 1932, e que viria a se radicar na cidade do Rio de Janeiro a partir de 1942. A residência foi premiada pelo Juri da I Bienal Internacional de São, em 1951, na categoria Habitação Individual, o que só faz reforçar os predicados que a mesma possui.

O projeto se distribui radialmente em três setores muito bem delimitados em um terreno montanhoso, a beira do lago de Nogueira, no bairro de mesmo nome em Petrópolis. O arquiteto se aproveita das condições topográficas para distruir a casa ao longo de 3 momentos, onde temos 2 pavimentos bem definidos, e um pequeno pavimento intermediário, que serve de conector entre o ponto mais baixo e o mais alto da residência. Está função de conector fica a cargo da sala de estar, onde se localiza o acesso principal da casa, marcado por um grande móbile de Alexander Calder.

Ao se dirigir para o pavimento inferior, o usuário se defronta com o prolongamento da área de estar, fechada em um dos lados por um parede de alvenaria de pedra, que se prolonga até o jardim. Ao cruzar o espaço e se dirigir para o exterior da residência, este tem acesso ao terraço coberto formado pelos pilotis que sustentam parte do andar superior. Marcado pelo belo mosaico desenhado por Burle Marx, que também assina os jardins da residência, o espaço funciona como prologamento da área da estar, integrado a natureza domada pela mão do paisagista. O abrigo para veículos, localizado em uma cota entre o primeiro pavimento e o pavimento intermediário, se conecta a sala e ao pavimento superior por meio de escadas, estando este sob o setor destinado ao serviço.
Seguindo para o segundo pavimento, a sala de jantar funciona como elemento distribuido da circulação, dando acesso ao setor de serviço, que se desdobra por um dos raios quem compõe a planta da casa, e por outro lado a área íntima, no braço sustentado por pilotis e que compõe boa parte da fachada que defronta o lago. O setor de serviço engloba todas as necessidades típicas de uma casa de veraneio deste porte, além de múltiplas dependências de empregados. A área intima é formada por uma série de 4 quarto, sendo o principal servido por um closet, intercalados por banheiros que acabam sempre por servir dois quartos ao mesmo tempo.
A fachada da área íntima ganha ritmo com a utilização de janelas do tipo veneziana em guilhotina, que garantem privacidade aos ambiente, sendo a folha inferior também pivotante quando ao nível do peitoril. A sala, em contraponto, apresenta grandes panos de vidro, dando total visibilidade aos jardins da residência e ao lago. As áreas de circulação comum assim como as de serviço também fazem uso de grandes áreas envidraçadas, proporcionando o máximo de iluminação natural aos ambientes.
Apesar da impossibilidade de acessar a residência hoje em dia, uma ánalise superficial a partir da rua mostra que a mesma sofreu poucas alterações, pelo menos externamente. Os grandes beirais em telha de fibrocimento ainda existem, mas hoje possuem telhas do tipo capa-canal realizando o acabamento, e o branco que contrastava com o uso da pedra em algumas partes da residência hoje dá lugar a uma pintura em verde.

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